Doenças psicóticas em jovens

Doenças Psicóticas em JovensDoença bipolar, esquizofrenia e depressão psicótica

Com frequência recorrem à Consulta de Psiquiatria jovens com o diagnóstico de doença psicótica. De uma forma geral diz-se que um jovem tem uma doença psicótica quando existe uma ruptura com a realidade e os doentes vivem e sentem factos ou coisas que não correspondem à realidade. Quando um jovem tem um destes episódios pela primeira vez designa-se por primeiro episódio psicótico ou primeiro surto psicótico.

 

O início das doenças psicóticas ocorre geralmente no fim da adolescência e início da idade adulta (dos 16 aos 30 anos), mas pode ocorrer em pessoas mais jovens ou mais velhas. A doença bipolar (ex. episódio maniforme), a depressão com sintomas psicóticos e a esquizofrenia são exemplos de doenças psicóticas. São situações que habitualmente assustam o próprio e a família e que carecem de tratamento urgente. Os doentes apresentam com frequência as designadas ideias delirantes, que são falsas crenças, inabaláveis e irredutíveis (ex. o doente pensa que está a ser perseguido ou envenenado, pensa que tem poderes especiais) ou alucinações que são percepções sem existência de estimulo perceptivo/objecto (ex. o doente ouve vozes na ausência de interlocutor).

Seja no primeiro episódio psicótico ou em episódios psicóticos de descompensação subsequentes os doentes devem ser observados em Consulta de Psiquiatria para iniciar um tratamento adequado. Todos os doentes deverão iniciar rapidamente o tratamento, uma vez que se reconhece hoje que quanto menor o período de tempo sem tratamento adequado melhor o prognóstico.

A terapêutica base é farmacológica, que inclui medicamentos que actuam no sistema nervoso central (ex. antipsicóticos e/ou estabilizadores de humor) e indicados para cada uma das doenças. Após estabilização do quadro iniciam-se para além dos fármacos, terapêuticas complementares como acompanhamento psicológico, psicoeducação, treino de aptidões sociais, intervenção familiar e outras. Estas terapêuticas muito importantes visam complementar a terapêutica farmacológica e pretendem maximizar o nível de funcionamento do doente, isto é a capacidade para viver de forma independente e realizar as tarefas inerentes ao dia-a-dia.

 

Ricardo Moutinho Coentre  |  Médico Psiquiatra
Av. Almirante Reis, 247, 2º Esq. (junto à praça do Areeiro), Lisboa.
Contacto: 217 959 168

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